terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Bom Ano Novo!

Chegamos ao dia 1 de Janeiro de 2019. Que seja um Bom Ano para os camaradas da Companhia 2 que ainda continuam no activo.
Em 2018, tanto quanto me é dado saber, visto que perdi o contacto com alguns camaradas, faleceram 2 camaradas nossos, O David (Gato) e o Valter (Fragatinha). Ambos padeceram de doenças oncológicas e foi isso que lhes abreviou a existência.
Paz para eles que já partiram e saúde e longa vida para nós que cá continuamos.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Mais um desertor!


Partiu, hoje, do nosso convívio o Valter, amigo de muitas aventuras que me levou para Moçambique a fazer uma nova comissão, coisa que não estava nos meus planos. Não sei o que teria sido a minha vida, se não tivesse concordado com ele e acompanhá-lo durante mais dois anos.
Ele tinha apenas 20 anos de idade e deixado em Moçambique alguns amores. Do meu lado havia apenas o amor por aquela terra, onde passei de rapaz para homem. Lá completámos 6 anos de vida em comum e depois disso ele ficou e eu vim-me embora. Sempre a mesma história, ele tinha ainda alguns amores mal resolvidos e eu nada que me prendesse àquela terra.
Desde essa data, Março de 1968, perdi o contacto com ele e só voltei a vê-lo em 2003, durante o Convívio dos Filhos da Escola desse ano, em Santo Tirso. A partir daí, quase sempre aparecia nos convívios anuais organizados por mim, até há dois anos, em que uma doença do foro oncológico o reteve em casa.
E hoje disse-nos adeus e passou-se para a outra banda, mas não tardará muitos anos que a Companhia esteja toda junta de novo. Paz à sua alma, que descanse em paz!

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

O Recurso!

Para esconder a cara do Gato que, na semana passada, recebeu guia de marcha para outra dimensão, aproveito para publicar aqui um lembrete de como começou a minha vida de blogger.

(clicar sobre a imagem para melhor leitura do texto)

Já lá vão mais de dez (10) anos e não haverá muito quem se lembre do que se passou nessa altura. Eu não tinha uma lista do pessoal da CF2, desconhecia muitos nomes e números dos meus camaradas e até algumas caras se tinham já desvanecido na minha memória.
Mas, aos poucos, e com a ajuda de muitos, fui reconstruindo  a História da Companhia 2, tal como sabem aqueles que me têm acompanhado desde então.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Um a menos!


Acabei de receber a notícia que faleceu ontem e será sepultado amanhã, em Quarteira, o nosso camarada David Correia Maximino, por alcunha «O Gato», que esteve connosco em Moçambique, de 1962 a 1965.
Sei que a sua vida não foi pêra doce e tem agora o descanso merecido. Que Deus lhe reserve um bom lugar é o que se me oferece dizer nesta altura.
Até à vista David, um dia voltaremos a estar juntos na formatura!

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Dia de Todos os Santos!

Hoje é dia de andar pelos cemitérios e recordar aqueles que já partiram deste "vale de lágrimas". Como não posso correr Portugal de lés-a-lés e visitar todos os camaradas ca CF2, já defuntos, deixo aqui o testemunho do ponto da situação em que se encontra a Companhia (tanto quanto é do meu conhecimento).

P.S. - No ano de 2018 não faleceu ninguém

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Ainda bem !


Felizmente, não tenho sido obrigado a vir até aqui dar a notícia de mais um falecimento. Vou abrindo a Revista da Armada, mês após mês, e verifico com agrado que a malta da Companhia 2 vai resistindo à passagem dos anos. A rapaziada de 1941 já começou a festejar o 77º aniversário e vão alegremente a caminho dos 80. O mais velho de todos é o Marinheiro Manobra Gomes, alentejano da Amareleja, que vai vendo tempo passar, já na etapa final para os 100 anos, no Lar da Terceira Idade, no Barreiro. E há ainda uma dúzia deles para cima dos 80 que vivem ali pelo Laranjeiro, Cova da Piedade e arredores que fazem o que podem para não embarcar para a última viagem.
Que assim continuem e com boa saúde para que a vida tenha algum encanto!

sábado, 30 de dezembro de 2017

Um Bom Ano de 2018!


Aos poucos visitantes que ainda não esqueceram o caminho para o blog da «Companhia 2» desejo Boas Saídas do ano velho e Melhores Entradas no Ano Novo de 2018 que está aí à porta.
Que o novo ano traga muita saúde para todos, pois é disso que mais precisamos na nossa idade. O resto, de uma forma ou de outra, se há-de arranjar.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Mais uma baixa na CF2 !


No passado sábado, dia 25 do corrente mês de Novembro, faleceu o meu amigo Chico Veiga. Após doença prolongada que lhe amargou os últimos 10 anos de vida, acabou por sucumbir e partiu para outros destinos, lugar de onde nunca nos mandam notícias para sabermos se é melhor que aqui, onde nós vivemos.
Ainda ontem publiquei uma imagem da vedeta da Marinha, em que embarquei no dia 7 de Março de 1962, rumo ao Alfeite para as inspecções da praxe. Pois, ele foi meu companheiro nessa viagem e comigo continuou até ao Outono de 1965, data em que seguimos destinos diferentes e nos perdemos de vista.
Reencontrei-o há meia dúzia de anos nos convívios que fui organizando para reunir os camaradas da Companhia. A sua saúde já não era grande coisa e foi piorando de ano para ano, de tal maneira que o impossibilitou de comparecer à maior parte dos convívios. A última vez que estivemos juntos foi em Fátima, no convívio que se realizou no Hotel D. Nuno, em 2015. Agora terá que ficar lá à minha espera, até quando chegar a minha vez de embarcar na última viagem.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Eu quero ser especial !


Por razões que não vêm ao caso, tive que deslocar-me a Lamego. Fiz o que tinha a fazer durante a manhã e fui à procura de almoço, pois sem encher a barriguinha não se vai a lado nenhum.
Feito isso e antes de apontar o cavalo a caminho de casa, lembrei-me que a poucos quilómetros mais a sul reside o Pinto, o nosso barbeiro da CF2, e parecia-me um sacrilégio não aproveitar a oportunidade de ir até casa dele fazer-lhe uma visita.
Infelizmente, ele não estava em casa, tinha ido até Vila Real ver se resolvia um problema que lhe apareceu no seu automóvel. Passei uns minutos na conversa com a sua mulher que me pôs a par da situação, no que respeita à saúde do filho da escola e depois fiz-me ao caminho de regresso a casa, pois de Tarouca até à Póvoa ainda são uns quilómetros de meter respeito.
Há alguns anos que não tinha qualquer contacto com ele, nem sabia se era vivo ou morto. Fiquei a saber que já foi acometido de uma trombose, mas conseguiu recuperar quase a 100%. Ainda bem para ele, pois ficar de cara à banda e dependente de terceiros é a pior coisa que nos pode acontecer na velhice.
Duas notas para terminar:
1 - Eu quero ser especial era o que o Pinto repetia a cada passo, durante toda a recruta. Afinal, fez o curso de I.T.E. e foi comigo para Moçambique, quatro meses depois do Juramento de Bandeira. O Curso de Especial ficou esquecido para sempre.
2 - A foto que encima esta publicação foi tirada durante a minha anterior visita, há já alguns anos.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Loulé, Faro ou Olhão!


Na minha última publicação mostrei-vos um camarada da CF2, o Zé António Faísca, que mora em Loulé. Hoje, acordei a pensar que está na hora de realizar um sonho antigo, organizar um convívio da CF2 no Algarve. Ou é agora ou nunca mais, pois o meu prazo de validade está perto do fim.
Quanto à escolha do local, não tenho grande dúvida, parece-me ser Olhão a melhor escolha. Até porque mora lá o Filipe (Quelfes), filho da minha escola que nunca mais vi desde os tempos da recruta e assim aproveitaria para lhe dar um abraço. Os camaradas da CF2 moram desde Alvor a Vila Real, passando por Lagos, Albufeira e Quarteira, portanto Olhão parece-me estar bem no centro dessa área geográfica.
Lá para meados de Setembro, quando a grande avalanche de turistas tiver reduzido um pouco, deve ser a melhor altura. Só falta iniciar os contactos e descobrir se alguém alinha comigo. Se a coisa correr mal, será o adeus definitivo aos convívios da «Companhia 2».

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Olha o Faísca!


Não me lembro de ter tirado esta fotografia com o Zé António Faísca, nem sei onde foi tirada, mas com um embondeiro deste tamanho só pode ter sido em Moçambique e talvez no Niassa. Era um bom amigo, mas mora tão longe que não há hipótese de o visitar. Eu não vou ao Algarve, ele não vem ao Minho, limitamos-nos a viver de recordações. E já não é mau!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

A riqueza dos nomes!

Joaquim Gomes, assim se chama o marinheiro manobra que foi comigo para Moçambique na CF2. Aliás, devo dizer que a minha Companhia era uma coisa muito a sério, pois tinha um manobra que era mesmo manobra, um carpinteiro que era mesmo carpinteiro, um telegrafista que também o era, e dos antigos, tinha artilheiros para as armas pesadas e das ligeiras tratavam os fuzileiros.
Na imagem aqui ao lado vêmo-lo ao lado de um dos seus filhos no convívio do Paião, em 2009. Se não me engano, depois disso nunca mais compareceu a nenhum dos nossos convívios. Parece que tinha sido operado à próstata, há pouco tempo, e não tinha grande confiança na sua bexiga.
Se percebi bem a conversa que tive com o seu filho, ele está internado num lar que funciona nas instalações do antigo hospital do Barreiro e a sua saúde física, para quem fez 90 anos em Janeiro, pode dizer-se normal. Já o mesmo não se pode dizer da mental, pois uma certa dose de demência senil começa a afectar-lhe a memória.
Lembrei-me de incluir aqui esta informação sobre o nosso velho camarada, mas não era disso que vos queria falar. Como na minha publicação de hoje, no «Número de Matrícula» abordei a questão dos nomes, isso fez-me lembrar de um outro camarada (que também anda a contas com a próstata) que se queixava de não ter tido direito a qualquer apelido. O seu bilhete de identidade rezava apenas, Manuel Joaquim, e isso deixava-o um tanto ou quanto diminuído perante os outros. Sou o mais pobre de toda a Companhia, costumava ele dizer.
E quanto a nomes havia ainda dois casos que chamavam a atenção pela sua singularidade. Eram dois marinheiros artilheiros, filhos da mesma escola, que tinham três nomes próprios e com a particularidade de num dos casos um ser feminino. Francisco Matilde Emídio se chamava um e Manuel António Lúcio se chamava o outro.
Este costume, muito português, dos dois nomes próprios vem dos tempos da Idade Média em que não havia apelidos e os filhos apunham ao seu nome próprio o nome do pai que funcionava como apelido. Não sei se é o caso, mas pegando no exemplo do meu camarada referido acima, Manuel seria o seu nome de baptismo e Joaquim o nome do seu pai.
Este tipo de raciocínio poderia levar-me a concluir que o Francisco, meu camarada artilheiro, além de acrescentar o nome do pai, deve ter acrescentado também o nome da mãe que, neste caso, se chamaria Matilde. Hei-de perguntar-lhe quando voltar a falar com ele.

sábado, 8 de julho de 2017

Mais uma CF2 !

Já que trouxe aqui, há alguns dias atrás, a CF2C por causa do Mário Duarte Santos, alentejano de Odemira, lembrei-me de trazer aqui também a CF2B que fez comissão em Moçambique entre 1967 e 1969.
Várias coisas me motivaram a fazê-lo. Uma delas é o nome Belo que é comum a um camarada da CF8, António Lemos Lopes Belo, infelizmente já falecido, e ao António Júlio Cepinha Belo (no livro dos fuzileiros aparece como Espinha), por alcunha «O Montijo» desta CF2 aqui em causa.
Uma segunda coisa é a história do Jorge Inês (848/64) que repetiu a comissão na CF2C que se seguiu a esta e que um dia, já muito distante entrou em contacto comigo por ter lido algumas das publicações minhas no blog da CF2 (antigo) e me contou que morava ao pé da estação, em Olhão, e marcámos um encontro para quando eu fosse ao Algarve, coisa que nunca aconteceu.
E, como não há duas sem três, os filhos da minha escola, alguns com alcunhas caricatas, como o Presunto e o Toucinho, o Chamusca, o Vitorino e o Bráulio, entre outros. E ainda o Sargento Estríbio, um dos instrutores da Escola de Fuzileiros do tempo da minha recruta.
E depois há ainda  a história das fotos que vão sendo publicadas no Facebook e que nos fazem recordar certas memórias. As colunas entre Meponda e o Catur e as "camionetas" da Marinha que garantiam o abastecimento do nosso paiol de géneros, sem esquecer os seus condutores. Ora vejam:


O, acima referido, António Belo (à esquerda).
Foto retirada da sua conta no Facebook.


E aqui a mesma camioneta, onde aparece o Tony,
por alcunha «O Conquistador» (à direita) e que,
infelizmente também já não está entre nós.

Como vêem há sempre algo que nos liga, a começar pelo guião da Companhia que nos acompanhou a todos na viagem de ida e volta a Moçambique.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

O velho «Manobra»!

Ele já era velho quando o conheci, em 1962. Imaginem como estará hoje, ao fim de mais 55 anos de vida. Imagino que já terá passado dos 90, mas a idade dele, ao certo, não sei. Pelo seu número de matrícula - 1995.48 - deve ter nascido em 1927, ou seja, atinge os 90 neste ano de 2017.
Peço perdão, se tivesse olhado com mais atenção veria a data de nascimento do nosso velho camarada que consta no registo abaixo, 31-01-1927, o que significa que fez 90 anos no passado mês de Janeiro.


Há muito que não tenho notícias dele. Bem pedi ajuda aos camaradas que moram na margem sul do Tejo, mas sem resultado. O Moisés enviou-me, há dias, uma lista de todo o pessoal de Marinha e nela descobri que no dia 31 de Dezembro do ano passado, o velho «marinheiro manobra» ainda pertencia ao mundo dos vivos.
Ainda hei-de acabar por descobrir onde trabalha o filho dele que é sargento- enfermeiro reformado e mora no Barreiro. Será ele a responder às minhas perguntas.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Uma questão de popularidade!

O Facebook veio tirar uma grande parte da importância dos blogs. Aquilo é uma espécie de fast-food que não requer grandes conhecimentos de culinária, mastiga-se, engole-se e uns momentos depois está esquecido. Ora isso não chega para se ter um blog que represente qualquer coisa na vida de quem o gere e de quem o lê também.
Vem isto a propósito da minha última publicação que recolheu apenas um comentário do Eduardo, meu mais fiel seguidor, e do Mário Duarte, aquele que me enviou as fotografias e era, portanto, parte interessada na coisa. Embora eu tenha enviado o link por e.mail a vários amigos e membros da CF2, nem assim o fiz sair do buraco e dar um alô ao velho camarada que apareceu na net para os cumprimentar e matar saudades dos tempos que passaram juntos.
Pelo contrário, no Facebook, basta lançar um pequeno isco e os peixes começam logo a picar. Há dias publiquei um pequeno recorte que falava em «Lanchas do Niassa» e foi o suficiente para justificar um monte de comentários e discussões.


Nessa altura, publiquei uma foto minha, tirada em 1964, com meia dúzia de camaradas meus da CF2 a bordo da MINA, uma baleeira que era a embarcação de serviço colocada em Metangula pela Capitania do Porto de Lourenço Marques. Era tudo o que tínhamos em termos de meios navais, a CASTOR que era uma LFP (Lancha de Fiscalização pequena) e a MINA que era uma baleeira igual aquelas que existem nos navios de guerra como meio de salvamento, mas com motor de veio central.
E publico-a de novo aqui para ver o que acontece!

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Outra CF2!

Como já tive oportunidade de referir, em publicações anteriores, para identificar de forma mais simples as várias comissões que cada Companhia de Fuzileiros fez, ao longo dos anos que durou a Guerra Colonial, decidi acrescentar uma letra a seguir ao número da Companhia. Assim, a CF2A foi a que fez a primeira comissão, em Moçambique, entre 1962 e 1965.
E aquela de que vos vou falar hoje, a CF2C, foi também para Moçambique, em 1970, e por lá andou a amargar a vida, ou como se costuma também dizer, a comer o pão que o diabo amassou, durante dois anos, regressando à metrópole, em 1972.
Por diversas vezes me tinha já sentido inclinado a escrever qualquer coisinha sobre esta Companhia de Fuzileiros, por nela terem participado alguns camaradas meus conhecidos de outros carnavais. Em primeiro lugar, o Valdemar Alves, por alcunha "O Lisboa" que me foi apresentado pelo saudoso Cabo Radarista, Valdemar Rocha (que Deus tem), seu contemporâneo na Base Naval de Metangula, por altura de 1970/1971, e que desde então me tem acompanhado nestas lides internáuticas.
E depois do Valdemar, o Óscar Barradas, filho da minha escola e alentejano dos quatro costados que era fuzileiro especial, mas a partir de uma certa altura começaram a ser misturados nas Companhias sem qualquer distinção. O Eugénio Carrelo que não conheço pessoalmente, mas que é uma espécie de Capitão G3 da Escola de Setembro de 1962, o primeiro fuzileiro da incorporação. O Sargento Barreira, um carismático monitor da Escola de Fuzileiros que era tão antigo como ela, esteve lá desde a abertura, em 1961, e foi meu instrutor na recruta. Os sargentos Luís Vizinha, Alípio Cortez, Moisés Almeida e Simão Silva que foram meus camaradas na CF8A que também fez comissão em Moçambique, entre 1965 e 1968. E, por último, o Jorge Inês, algarvio de Olhão, o Ilídio Luís e o José Sequeira que se tornaram conhecidos de toda a classe de fuzileiros pela sua participação na Associação de fuzileiros do Barreiro.
Mas o rastilho que fez, de facto, espoletar esta publicação foi um comentário deixado no "velhinho e esquecido" blog da Companhia 2 pelo Mário Duarte (603/68), 1º Grumete Telegrafista que fazia parte da guarnição desta Companhia. Ele, cuja história não conheço, mas suspeito que abandonou a Marinha logo que terminou a comissão em Moçambique (ele nos acabará por contar num comentário que eu tenho a certeza que ele vai deixar aqui), ao fim de todos estes anos sentiu saudades dos velhos camaradas e procura a sua convivência. Estabeleceu contacto comigo e enviou-me uma série de fotografias, das quais escolhi algumas que deixo aqui abaixo, na esperança de ver se aparece alguém que se lembre da sua cara. Da dele ou dos outros camaradas que também aparecem nas imagens. Ora vejam:

Vista aérea da Base, já bastante diferente da que eu conheci
no princípio da guerra.

Comemoração do 20º aniversário, no Cobué

Em serviço de patrulha

Em serviço no posto de rádio

Em progressão no terreno.
Quem não se lembra deste terreno nas matas do Niassa?

O Rancho da Porca, lugar só para alguns priviligiados.

Meponda, 1970, primeiro contacto com o grande lago
de água doce, o Niassa.

Os craques (alguns) da bola da CF2

terça-feira, 11 de abril de 2017

Efemérides do Século XX - 11 de Abril!

Dia importante na História da Companhia 2, o dia 11 de Abril. Completam-se, neste dia, 52 anos do seu regresso de Moçambique. Debaixo de um sol ainda há pouco nascido e à bulha com uma neblina que pairava sobre as águas do Tejo, o paquete Infante D.Henrique abrandou a sua marcha e ouviram-se as sirenes de bordo avisando que ia começar a faina de atracagem. Às 10.00 horas já estava a Companhia formada no cais de Alcântara e pronta a marchar para um novo destino.


Vejam abaixo as efemérides que se comemoram neste dia, em especial a que vem marcada com o número 6.
  1. 1919 — Fundação da Organização Internacional do Trabalho.
  2. 1945 — Segunda Guerra Mundial: as forças norte-americanas libertam o campo de concentração de Buchenwald.
  3. 1951 — Pedra de Scone, a pedra sobre a qual monarcas escoceses eram tradicionalmente coroados, é encontrada no altar da Abadia de Arbroath. Ela havia sido retirada por estudantes nacionalistas escoceses do seu lugar na Abadia de Westminster.
  4. 1963 — O Papa João XXIII publica a Pacem in Terris, a primeira encíclica dirigida a todos, em vez de somente aos católicos.
  5. 1964 — O candidato de consenso Humberto Castelo Branco é eleito presidente do Brasil por uma sessão conjunta do Congresso Nacional.
  6. 1965 – Regresso a Lisboa da Companhia de Fuzileiros Nº 2, depois de uma comissão de 30 meses, em Moçambique.
  7. 1970 — Lançamento da Apollo 13.
  8. 1976 — Criação do computador pessoal Apple I.
  9. 1979 — Deposto o ditador de Uganda, Idi Amin.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Tudo pelos ares!

Todos devem ter visto, como eu vi, as notícias sobre a fábrica de foguetes que foi pelos ares, em Ferreiros de Avões, Lamego. Até o nosso Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi lá para ficar a par da situação.
Pois, o facto é que havia na CF2 um grumete que veio dessa terra para a Marinha e, por mera coincidência, foi o primeiro barbeiro da Marinha que mexeu no meu cabelo, 16582 - Joaquim Correia Pinto.
Depois fomos para Moçambique e continuaram os cortes de cabelo. No fim da comissão, regressámos à Escola de Fuzileiros, fizemos o Curso de Primeiro Grau e, com ele acabado, eu parti de novo para Moçambique. O Pinto nunca mais o vi, até há pouco tempo, em Tarouca, onde ele agora habita.
Para saber notícias dele e ter a certeza que ninguém da sua família esteve envolvido naquela explosão da fábrica de foguetes, telefonei-lhe e soube que, quase a fazer 76 anos, continua a gozar a vida e não pensa em desistir dela tão cedo. 

sábado, 25 de março de 2017

Fuzos da Companhia 2!

1963 - Visita do Américo Tomás a Moçambique

O blog «Companhia de Fuzileiros Nº 2» foi o meu primeiro blog que iniciei em Fevereiro de 2008 para me ajudar a localizar todo o pessoal da Companhia que não fazia a mínima ideia por onde andava. O Francisco Jordão, nessa altura ainda emigrado no Luxemburgo, foi o grande motor dessa campanha. Se não fosse ele a empurrar, eu não teria conseguido chegar a lado nenhum. Ali estão documentados todos os esforços que fiz para localizar os camaradas que fizeram a comissão comigo, em Moçambique, entre 1962 e 1965 e é digno de ser visitado, ou revisitado para quem já por lá passou.
Quando me fecharam o blog com aquela mensagem dos conteúdos impróprios andei a tentar resolver o problema, copiando o conteúdo para um novo endereço, mas tudo o que consegui foi duplicar as mensagens e deixar aquilo numa enorme confusão. Embora o blog tenha estado abandonado, desde que criei o «Cantinho do Tintinaine», fazia-me confusão ter aquilo nesse estado, pois há sempre visitantes que acabam por passar por lá, de vez em quando, e não me livraria de críticas. Assim, a pouco e pouco, fui limpando aquilo e dei a obra por terminada, ontem à noite. Quem quiser e tiver tempo para isso, pode correr esses dois blogs que já estão fora de circulação, mas entre mensagens e comentários têm mais que ler que um dos romances (monstruosos) do José Rodrigues dos Santos. Na coluna lateral, deste e dos outros blogs, tem links para vos levar até lá, mas para vos facilitar a vida também podem clicar nos links abaixo.
Para saltar para o antigo blog da CF2, clique aqui.
Para saltar para o Cantinho do Tintinaine, clique aqui.