sábado, 8 de julho de 2017

Mais uma CF2 !

Já que trouxe aqui, há alguns dias atrás, a CF2C por causa do Mário Duarte Santos, alentejano de Odemira, lembrei-me de trazer aqui também a CF2B que fez comissão em Moçambique entre 1967 e 1969.
Várias coisas me motivaram a fazê-lo. Uma delas é o nome Belo que é comum a um camarada da CF8, António Lemos Lopes Belo, infelizmente já falecido, e ao António Júlio Cepinha Belo (no livro dos fuzileiros aparece como Espinha), por alcunha «O Montijo» desta CF2 aqui em causa.
Uma segunda coisa é a história do Jorge Inês (848/64) que repetiu a comissão na CF2C que se seguiu a esta e que um dia, já muito distante entrou em contacto comigo por ter lido algumas das publicações minhas no blog da CF2 (antigo) e me contou que morava ao pé da estação, em Olhão, e marcámos um encontro para quando eu fosse ao Algarve, coisa que nunca aconteceu.
E, como não há duas sem três, os filhos da minha escola, alguns com alcunhas caricatas, como o Presunto e o Toucinho, o Chamusca, o Vitorino e o Bráulio, entre outros. E ainda o Sargento Estríbio, um dos instrutores da Escola de Fuzileiros do tempo da minha recruta.
E depois há ainda  a história das fotos que vão sendo publicadas no Facebook e que nos fazem recordar certas memórias. As colunas entre Meponda e o Catur e as "camionetas" da Marinha que garantiam o abastecimento do nosso paiol de géneros, sem esquecer os seus condutores. Ora vejam:


O, acima referido, António Belo (à esquerda).
Foto retirada da sua conta no Facebook.


E aqui a mesma camioneta, onde aparece o Tony,
por alcunha «O Conquistador» (à direita) e que,
infelizmente também já não está entre nós.

Como vêem há sempre algo que nos liga, a começar pelo guião da Companhia que nos acompanhou a todos na viagem de ida e volta a Moçambique.

9 comentários:

  1. Dizem que os marinheiros,
    seja na terra ou seja no mar
    de que são sempre os primeiros
    mas do eu não foram a comentar!

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  2. E depois de ti não apareceu mais nenhum! Deve estar um nevoeiro do caraças e não me conseguiram encontrar.

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  3. Bem aí podem esperar,
    por quem não se base quando chega
    o melhor é irem deitar
    o esqueleto em cima da enxerga!

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  4. Olá amigos

    Não chegou até mim a notificação de mais um artigo neste blog. Por isso estou um tanto atrasado.

    Pelas datas que o Carlos mencionou acima, esta é a CF2 que esteve antes da minha em Moçambique. Depois há também a indicação das colunas de Meponda até ao Catur. Quando fui para Metangula, o famoso comboio do Catur já chegava a Vila Cabral e por isso, as colunas já tinha chegada e partida do nosso entreposto em Vila Cabral onde ficaram alguns camaradas da minha companhia. Por outro lado, as camionetas que vejo nas fotos já não me parecem as mesmas que me levaram até Meponda. Tenho uma vaga idéia de serem Berliet Tramagal. Por favor corrijam-me se eu estiver enganado.

    Como disseste, e bem, amigo Carlos, há algo que liga todos os que prestaram serviço em todas estas CF2, o Guião.

    Amigo Eduardo

    Se ainda estiveres aqui na área, diz qualquer coisa que vou ao Almograve beber uma fresquinha contigo. Deixo o meu telefone 966651704.

    Um abraço,
    Mário Duarte Santos

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    1. Habitualmente eram as Berliets do Exército que transportavam a malta de um lado para o outro. Estas Scanias eram só para carregar mercadorias do Catur, mais tarde de Vila Cabral. até Meponda, onde embarcavam nas lanchas rumo a Metangula.

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  5. E eu que me parecia que as camionetas da coluna do pessoal da Marinha eram Berliets. Fiz a coluna de Vila Cabral/Meponda quando chegamos a Metangula. Passados uns dias fiz a coluna Meponda/Vila Cabral como telegrafista. Esta coluna levou o resto da companhia do Patrício que fomos render. Como os telegrafistas já tinham abalado, tive que alinhar eu. Voltei a Metangula no avião do correio. Quando abalámos de Metangula fiz a coluna de novo. Fiquei farto daquela coluna. Nem me imagino no lugar de quem a fazia habitualmente. Estas colunas foram sempre em veículos da Marinha com pessoal fuzileiro. Abraço, Mário Duarte.


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  6. Por acaso, ou talvez não, eu fiz mais viagens por avião que por estrada. A mais demorada foi, em 1966, do Catur a Meponda, depois de uma viagem de comboio desde Nacala. A mais complicada foi, em 1967, de Vila Cabral a Metangula, com tiroteio e rebentamento de minas pelo caminho.
    Felizmente ainda cá estou para contar como foi!

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  7. Olá Carlos

    A minha viagem mais complicada começou numa manhã em LMarques a bordo da corveta João Roby até Nacala onde chegamos no outro dia de manhã depois, de comboio até Vila Cabral onde chegamos no outro dia de manhã (pois a linha do comboio já chegava aqui) depois, de Vila Cabral até Meponda de coluna onde chegamos à noite (tivemos sorte com o tiroteio e com as minas porque não apareceram), depois no outro dia de manhã de lancha até Metangula onde chegamos à tarde e após quase 4 dias de viagem.
    Esta foi a mais comprida que lá fiz alimentado a maior parte do tempo com a famosa ração de combate com a qual eu me dava muito mal mas também ainda por cá estou. Se me convidassem para fazer esta viagem eu até aceitava para ver como era hoje.
    Um abraço.
    Mário Duarte

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