quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Quem não se lembra do Matos!

O Zé Manel (como eu gostava de o chamar) Matos era um mecânico por excelência e o condutor-auto número um da nossa Companhia. Sempre à disposição do nosso 1º Comandante para tudo o que ele precisasse, beneficiou da sua protecção durante todo o tempo que durou a nossa comissão em Moçambique. E levando-me com ele, a reboque, acabou por me proporcionar o melhor período que vivi na Marinha. Além disso, foi ainda ele que me deu as primeiras aulas de condução. De vez em quando arranjava uma desculpa para ir até à vila da Machava beber uma cerveja e levava-me com ele. E a partir de uma certa altura era eu quem ia ao volante com ele ao meu lado. Uma vez, até a Bedford me pôs a conduzir e foi assim que eu, a tremer de medo pelas consequências que desse seu acto temerário poderiam advir para qualquer um de nós, dei os primeiros passos na condução automóvel.
Depois do nosso regresso de Moçambique, entrei no Curso de 1º Grau e logo que este terminou regressei a Moçambique. Ele abandonou a Marinha pouco tempo depois e regressou ao Algarve, onde ingressou na vida civil dedicando-se àquilo em que era um especialista, os automóveis. Casou-se, teve filhos e a sua quota parte de problemas como toda a gente. Só o reencontrei em 2008, quando organizei o nosso primeiro convívio.


Pois, hoje, esse meu grande amigo disse adeus a este mundo, terminou para ele o percurso terreno, partiu para uma outra dimensão onde, mais dia menos dia, nos encontraremos todos de novo. À sua família apresento as mais sentidas condolências e aos amigos e camaradas que vivem na região de Quarteira peço que marquem presença no seu funeral, no local, data e hora acima indicados.

3 comentários:

  1. Ficámos sem motorista. Descansa em paz amigo Matos.
    Condolências à família.

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  2. Como fui integrar a Companhia FZ 2 mais tarde, viajei no navio Pátria, sozinho (sem outros Fuzos) .
    No porto de Lourenço Marques, depois de 20 dias de viagem, tinha a receber-me o grande Matos . Extrovertido como era fez-me uma recepção excepcional, levando-me de imediato a conhecer a bela cidade e a beber "catembe" . Ficamos amigos desde esse momento e convivemos bastante . Recordo que uma vez fomos, oficialmente, numa viatura militar, acompanhar uma festa religiosa na Matola .
    Descansa em Paz amigo Matos.

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