Pode haver muita gente contra o famigerado «Acordo Ortográfico», mas como este senhor não conheço nenhum. Ele não concordava que lhe viessem assassinar a Língua em que se considerava mestre e propalava-o aos quatro ventos. Era ele e eu. E agora ele morreu e eu fiquei sozinho, sem ninguém que, publicamente, se declare meu aliado e queira lutar contra quem decidiu esta aberração que não tem qualquer sentido.
Já não durarei muito, mas enquanto viver prometo que não me submeterei a esse aborto legal que querem impor aos cerca de 300 milhões de falantes da Língua de Camões, sem que exista sequer 1 milhão que concorde com isso. Mais um pobre exemplo da "democracia à portuguesa". Decidem-se as coisas no segredo dos gabinetes, onde se escondem inconfessáveis interesses económicos, e impõem-se ao Povo (com letra maiúscula que o nosso povo merece) que não gosta delas nem tem poder para as recusar.
Lá diz o ditado que «mais vale quebrar que torcer». Torcer e vergar são sinónimos e a mim ninguém me verga. Pelo menos nisto da Língua Portuguesa!
