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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Os 3 Rodrigues!

 Hoje, passei uma hora ao telefone com o Ai'Cone, filho da escola que mora no Entroncamento. Pusemos a conversa em dia, falámos deste e daquele, da saúde precária nesta fase adiantada da vida e, em especial, falamos dele e da sua estadia de cerca de 10 anos, em Lourenço Marques. Não fazia a mínima ideia que ele fazia parte dos retornados que, a seguir ao 25 de Abril, regressaram à Metrópole de mãos a abanar.

Falámos de vários camaradas, uns vivos e outros já falecidos e, no meio de todas essas recordações surgiu o nome do Rodrigues (16718) que lhe arranjou o emprego nos Armazéns do Chiado, depois de sair da Marinha. Este António Rodrigues era o mais "marreta" dor 3 que faziam parte da nossa Companhia. Foi taxista, em Castelo Branco, durante grande parte da sua vida e faleceu, há já bastantes anos, levado por um cancro.

Os outros dois camaradas que usavam o mesmo nome eram o 16540 que moa lá para os lados de Sintra e nunca quis participar nos nossos convívios e um 15900 e qualquer coisa (não recordo o número exacto) que mora ali para os lados de Tomar e, segundo me disse a sua esposa, sofre de Alzheimer e por essa razão deixou de aparecer nos nossos convívios. Pode ser apenas uma desculpa dela (espero que sim) para ele não aparecer, pois a sua situação financeira não é brilhante e cada euro faz falta para coisas mais importantes.



O António Rodrigues, à direita, ao lado do Artur Leiria.

Não pude montar uma imagem igual à dos outros dois, pois nunca consegui arranjar uma foto dele da actualidade.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

O Langonha!

 


Passando em revista a rapaziada da CF2, lembrei-me que nunca mais tive notícias do Rodrigues (16540) que mora para os lados de Sintra. Na primeira e única vez que o apanhei ao telefone, para o convidar para o nosso convívio, foi categórico a dizer-me que não queria saber disso para nada e que era a sua filha que geria a sua vida. Ainda tentei que me dissesse o porquê dessa dependência, mas a sua reacção foi desligar a chamada. Claro que nunca mais pensei em ligar-lhe, gente assim não merece! 

Será que ainda é vivo? Ele tinha tão pouca energia naquele corpo que será um milagre se ainda andar por aí. Foi essa falta de energia que lhe valeu a alcunha de «Langonha» com que o Verde o brindou. Nada mais apropriado (diria eu)!